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Bordado de Guimarães
CERTIFICAÇÃO
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História

O bordado que hoje designamos como bordado de Guimarães, nasceu do mesmo modo que muitos outros produtos e designações de produtos – fruto da vontade dos homens e das condições do território que o viu nascer.
Digamos que o bordado de Guimarães, tal como muitos outros produtos regionais portugueses é fruto de um conjunto vasto de factores, que se foram conjugando no tempo e no espaço e que contribuíram para que, hoje e aqui, ele mereça o nosso olhar atento e o nosso afecto.
Guimarães foi terra propícia à fixação dos homens. O território permitiu, para além do cultivo dos produtos essenciais para a alimentação, o desenvolvimento de uma série de indústrias também necessárias à vida das populações. No burgo vimaranense e nos seus arredores habitavam variados mestres – ferreiros, oleiros, ourives, sapateiros, cutileiros, curtidores, tecelões, espingardeiros, pedreiros, escultores… – os quais, a par de uma nobreza e clero influentes, fizeram de Guimarães um entreposto comercial de certa importância.
Podemos afirmar que o bordado de Guimarães é antes de mais produto de um território fértil em águas e em terras para receberem o cultivo do linho. De facto, a riqueza natural do território vimaranense vai ser propícia à fixação do homem e é esse homem que vai encontrar, no seu engenho e neste território, os meios necessários ao cultivo do linho e à feitura do pano. Essas mesmas águas que alimentam um sem fim de rios e riachos também facilitaram o estabelecimento de engenhos do linho onde, desde tempos arcaicos, se produzia um bom pano que servia as terras vimaranenses e muitas outras por esse Norte fora.
O linho é o suporte vulgarmente usado para conter o bordado de Guimarães. E, se ao linho em terras vimaranenses podemos apontar data longínqua (no foral dado por D. Henrique a Guimarães, em 1096, este já aparece referido), o mesmo não se pode afirmar quanto ao bordado. Encontram-se referências documentais a tecidos bordados existentes em solo vimaranense desde o século X, mas, tem que esperar-se pelo final do século XIX, para encontrar-se a primeira referência documental a bordados feitos em solo vimaranense.
O que subsiste de séculos anteriores é geralmente peças de traje civil, mas principalmente paramentaria religiosa, de um modo geral ricamente bordadas e feitas por mestres tecelões nacionais e estrangeiros.

Poucos vestígios chegaram até nós, quer do traje civil usado pelo povo e pela burguesia de menores posses, quer da roupa doméstica usada no lar de cada um. Se estes têxteis tivessem chegado em maior quantidade, poderiam dar a conhecer o que era o bordado feminino desses tempos, em que ocupavam as mãos as senhoras das diversas classes sociais de então.
O bordado de Guimarães é considerado o que designamos por «bordado rico», ou seja, um bordado executado a linha branca normalmente sobre pano de linho cru e fino, por vezes de origem estrangeira, e no qual são utilizados diversos pontos minuciosa e delicadamente bordados por mãos femininas bem treinadas. O termo «bordado rico» é usado ainda hoje pelas bordadeiras vimaranenses, querendo com ele fazer a distinção entre o bordado atrás descrito – o «bordado rico», e o bordado popular, executado pelo povo e para o povo. Este «bordado rico» português, em que eram feitos os bragais das jovens casadoiras da burguesia e da nobreza rica oitocentista, fazia-se e usava-se em todo o País, talvez com influências dos bordados de outros países europeus. O bordado rico, executado por senhoras vimaranenses é destinado a ornamentar principalmente roupa de cama e roupa interior.
No final do século XIX início do século XX, o bordado de Guimarães, que nestes seus princípios talvez fosse preferível designar por «bordado popular de Guimarães» vai ser utilizado principalmente no traje do povo. Vai ornamentar a camisa de linho do lavrador, numa zona muito específica, o peitilho, bordado com cor branca, e complementado pela utilização da cor vermelha no nome bordado na ratoeira ou tabuleta. Era vulgar o nome bordado na tabuleta ser executado a ponto de cruz e não em bordado de Guimarães.

O Bordado popular de Guimarães vai também ornamentar quer a camisa da mulher rural (usando-se linha de cor branca, mas podendo também ser bordada no peitilho, com a mistura de bordado a branco e a vermelho, esta última cor apenas num ou outro motivo) quer o seu colete de rabos (usando-se neste caso, isoladamente, a cor vermelha, azul, ou preta).
Neste bordado – que como vemos podia ser por vezes bordado a duas cores (mas apenas no caso das camisas) –, eram usadas as cores branca, bege, vermelha, azul e preta (cor usada na colete de rabos caso a mulher fosse viúva), de belo efeito decorativo mas sem grande rigor de execução, utilizando-se pontos do dito «bordado rico» e preenchendo-se, por vezes, quase completamente o tecido.
Por outro lado, quer-nos parecer que o bordado popular de Guimarães, no qual insere directamente o «bordado de Guimarães», deve ter surgido com a vulgarização da linha de algodão, na 2.ª metade do século XIX e corresponde à implementação da indústria têxtil em Guimarães. O algodão substitui, provavelmente, o bordado a lã, e isto, por vários motivos – resiste muito melhor ao uso, e conserva-se durante mais tempo.

É apenas na década de 40 do século XX que o «bordado de Guimarães» começa a merecer a atenção de estudiosos. É de facto entre as décadas de 40 e 60 do século XX, depois de artigos de estudiosos, e da aprendizagem teórico-prática feita pelas alunas da Escola Francisco de Holanda no curso de Formação Feminina, no final dos anos 50, que se principia a teorização e a estabelecimento de normas para a execução do bordado de Guimarães. Começa nessa altura a buscar-se as características do bordado de Guimarães, a teorizar uma arte que era do povo e ao povo servia. É então que se lhe pesquisam tanto os motivos e os pontos que o caracterizam como aquilo que o torna diferente de outros bordados, por exemplo do bordado de Viana.
O bordado que hoje se produz em Guimarães, mas também em Felgueiras é a evolução do bordado popular usado nos trajes rurais vimaranenses, desde pelo menos o final do século XIX início do século XX, e que por sua vez foi influenciado pelo bordado rico oitocentista. Hoje o bordado de Guimarães, tem características bem definidas – nos materiais (suporte e linha), nos motivos, na gama de pontos utilizados, nas cores usadas isoladamente (branco, bege, azul, vermelho e cinzento), na perfeição do desenho e da execução – e um mercado seguro que se pretende venha a ser alargado.

Enquadramento Geográfico

O bordado de Guimarães extravasa os limites do concelho vimaranense e produziu-se ou produz-se nos seguintes concelhos limítrofes: Guimarães, Braga, Fafe, Felgueiras, Póvoa de Lanhoso, Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão, Vizela.

Excerto retirado de “Bordado de Guimarães – Caderno de Especificações”, Oficina

Artesãos certificados

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253433423 || 936035717
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